quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dublin: National Gallery of Ireland

Merrion Square WestDublin 2
Tel. +353-1-661 5133
http://www.nationalgallery.ie/
*Proibido filmar e fotografar*


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A National Gallery of Ireland foi fundada em 1854, mas só abriu as portas ao público dez anos depois. Atualmente abriga uma coleção de arte irlandesa e europeia, com destaque para o barroco italiano e holandês.

Arte Irlandesa
Basicamente todo o primeiro andar da Galeria é dedicado a Arte dita irlandesa. Devida a forte ligação que a Irlanda possía com o Reino Unido, a parte dedicada a arte irlandesa apresenta trabalho tanto de artistas irlandeses que foram para a Inglaterra, quanto trabalhos de artistas ingleses que vieram para a Irlanda. O acervo está dividido em séculos e ao caminhar pela galeria é possível perceber a mudança gradual de estilos artísticos.

Século 18
Os primeiros trabalhos artisticos foram retratos. Podem ser citados como exemplos de importantes retratistas deste período James Lathan (1696-1747) e George Barrett (1728-84). Porém a partir de então a arte irlandesa desenvolveu-se de maneira similar a inglesa.

Uma das obras mais importantes deste período é 'The Conjurer' (1775)., de Nathaniel Hone the Elder. Trata-se de uma obra controversa, com um audacioso ataque contra Joshua Reymonds. Reymonds era o presidente da Royal Academy e acreditava na importancia de copiar os antigos mestres da pintura. Está implícito na pintura que Hone considera essa prática plágio.

Século 19
O século 19 foi marcado pela criação na Irlanda da Royal Hibernian Academy, em 1823, que seguia os mesmos princípios da Royal Academy, em Londres. Isso marcou o período, pois descentralizou a Arte do período e a trouxe para a Irlanda. Outro fato importante foi a mudança da sede do parlamento de Dublin para Westminster, em Londres. A mudanção levou políticos, tradicionais patronos, e consequentemente, muitos artistas para a Inglaterra. Enquanto no século 18 a influência era basicamente inglesa, no século 19 os artistas passaram a buscar outros estímulos em lugares como a França (Barbizon) e, posteriormente, impressionismo e pós-impressionismo. Um tema recorrente na pintura do período era o dia-a-dia e, a medida que se percorre a galeria percebe-se a inclusão gradual de elementos presentes do impressionismo.

(Ao lado: Helen Mabel Trevor, The fisherman's mother)

Yeats Museum
Jack B. Yeats

Yeats nasceu em Londres em 1871. Passou a infância com avós maternos em Sligo (Irlanda). Em 1910 mudou-se permanentemente para Greystones (Co. Wicklow, Irlanda). Na década de 1910 os temas mais recorrentes em suas pinturas eram cenas do dia-a-dia irlandês, porém na década seguinte a maior preocupação era explorar cores e desenvolver um estilo mais livre. Yeats também desenvolveu atividade literária.

Exemplos de obras presentes na galeria:



Islandbridge Regatta: exemplo de pintura desenvolvida por Yeats no primeiro período.











This grand conversation was under the Rose (1943)









Print Gallery
From Raphael to Rossetti
A galeria conta com desenhos e estudos de diversos artistas, principalmente pertencentes as escolas italiana e holandesa. Podem ser encontrados trabalhos de Lorenzo de Credi, Jacopo Bassamo il Vecchio, Raphael, Primaticcio, Guyp, entre outros.

Dentro da galeria está a mais recente aquisição do museu: trabalhos de ilustração de Harry Clarke para contros de fadas de Hans Christian Andersen. Trata-se de um trabalho com riqueza de informações, detalhes e cores, traço curvilínio. Geralmente, cada ilustração levou sete dias para finalização, após um rascunho inicial. Os trabalhos foram iniciados em 1913 e completos em 1915.

Arte Europeia

O último andar da galeria é dedicado a arte européia, principalmente com galerias específicas para as escolas italiana, holandesa e espanhola. Porém, também é possível ver obras de artistas alemães, franceses, entre outros. A exposição é dividida em nacionalidades e estilos/séculos.

Arte Holandesa
É possível ver trabalhos de Jan Brueghel II, Peter Paul Rubens, Anthony van Dyck. Temas recorrentes de obras mostradas na Galeria são natureza morta, paisagens e retratos.

Arte Italiana
Trata-se da exposição mais popular da Galeria. Tem início com o período pré-renascentista em Florença, com obras de Pseudo Dalmasio (1360) e Giovanni di Paolo di Grazia (ao lado, Crucifixion), passando pelo Humanismo, Renascentismo, Maneirismo, Neo-classicismo, Barroco e Rococó . A exposição é organizada por séculos e é possível perceber o desenvolvimento de técnicas como o uso da perspectiva e luz/sombra. Nesta galeria são encontradas obras de alguns dos artistas mais famosos da história da arte mundial, como por exemplo Zanobi Strozzi, Fra Angelico, Michelangelo, Raphael, Tintoretto, Lavinia Fontana, Sassoferrato, etntre outros.

Ao final há um salão especialmente dedicado a Caravaggio e seus seguidores. Um dos quadros de maior destaque do salão é 'The taking of Christ' (1602), abaixo.


Arte Espanhola
É possível ver obras de El Greco, Diego Velazquez da Silva, Pablo Picasso, entre outros.

Conclusão
National Gallery of Ireland possui um rico acervo de arte Irlandesa. Apesar de as galerias com artistas de outras partes da europa, sobretudo Itália, serem muito populares, os salões dedicados a arte irlandesa merecem uma atencão a parte, pois apresenta artistas desconhecidos do público brasileiro. Trata-se de um enriquecimento no repertório visual. A arte irlandesa é, de um modo geral, muito influenciada pelo restante da Europa, sobretudo Inglaterra e França, possui trabalhos muito interessantes e ricos.

A National Gallery é, de um modo geral, uma boa oportunidade de conhecer artistas e vislumbrar obras menos famosas de artistas consagrados. A sensação de visualizar essas obras ao vivo é impressionante, podendo-se perceber o uso das cores e as pinceladas. Informações claras e originais e não traduzidas para outras mídias, como fotografia ou filmagens.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Arklow - Co. Wicklow - Irlanda


A proposta veio de um professor de inglês: cuidar da casa e dos animais dele enquanto ele viajasse. Uma proposta não remunerada, mas que me trouxe para Arklow, a maior cidade do condado de Wicklow, na Irlanda, mas que não deixa de ser uma cidadezinha.

Arklow é uma cidade litorânea, com aproximadamente 11 mil habitantes,no estuário do rio Avoca. Trata-se de uma cidade muito antiga, foi fundada por vikings, e com industrias pesqueira, naval e química muito fortes. Tem um comércio bem desenvolvido, um shopping centre e como toda cidade irlandesa, milhões de pubs.

É possível viver em Arklow um pouco da Irlanda de verdade, sem ouvir outros idiomas senão o inglês, com irlandeses bêbados e muito receptivos, pessoas te cumprimentando na rua, essas coisas.

O que fazer/ver:
Tour histórica: É possível ver monumentos históricos, igrejas antigas, cemitérios. Arklow foi uma cidade importante na rebelião de Wexford, 1798. Trata-se de uma das várias tentativas de desenvencilhar-se do comando da coroa britânica. Existem na cidade muitas referências a Fr. Murphy, o cabeça.

Nineteen Arches Bridge (foto topo): É a ponte mais importante da cidade, sobre o Rio Avoca e que divide a cidade na parte sul e norte. Leva esse nome por que tem 19 arcos.

South beach: basta seguir a margem do rio na parte sul até o final, passar pelas docas e pelo estacionamento da indústria de cerâmica. Tem uma praia pequena, com um parque, mesas para pic-nic e um campo de golfe. É bonito. Mas como sempre acontece em todas as praias que vou aqui na Irlanda, tem mais pedras do que areia, e o mar não é muito agitado. Nessa praia tem muita gente que vai passear com o cachorro, criancas ou namorado. Um costume que o pessoal daqui não tem é o de catar o cocô dos cachorros da areia, então cuidado!!! lol

North beach e reserva: Passando por trás do shopping centre e segundo a rua até o final você vai passar na frente de um galpão de fabricar navios. Após esse galpão, pegar uma trilha a direita e subir o pequeno morro. Alí há um caminho muito bonito que leva até uma reserva, passando por cima das pedras, de frente para o mar. Trata-se de uma reserva relativamente pequena, com uma lagoa, muitos gansos, patos e cisnes. As pessoas vão lá normalmente para fazer caminhada, levar os cães para passear ou simplesmente descansar. De um lado o mar, de outro lado a reserva com uma lagoa. É uma região muito bonita!

Riverwalk: seguindo a margem sul em sentido oposto ao mar há uma trilha que sobe o rio. Não fui até o fim, então nao sei se a trilha leva a algum lugar sensacional, mas aparentemente sim. Desconfio que leve até o encontro de dois rios. De qualquer forma, o caminho é bonito e tranquilo. É até possível quebrar as regras e sentar em algum canto com uma garrafa de vinho ou qualquer outra coisa de sua preferência. :)

Pubs: Existem vários pubs no centro de Arklow. Pubs são muito importantes aqui na Irlanda, e eu diria que são o melhor jeito de sentir a atmosfera do lugar. :) Alguns deles tem música ao vivo e dias realmente agitados, principalmente quinta-feira e fim de semana. O preço do pint aqui é, em média, mais baixo que Dublin, variando de 3,00 até 4,50 euros para a Guinness. Pubs recomendados: Sally O'Brien, para música ao vivo e um pessoal mais convencional e Gin Mill para rock'n'roll e motociclistas. Uma ótima opção para conhecer locais é simplesmente ir para um pub, sentar e pedir um pint da sua cerveja preferida. A partir daí, basta comecar a conversar com alguém ou esperar que alguém se aproxime para conversar com você, o que sempre acontece. :)

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Como chegar (de Dublin:
Ônibus: pegar o ônibus no centro na Bus Eireann Station, perto da Connolly Station do DART. O tricket return custa 19,50 euros, válido para o mês e aproximadamente 17euros válido para o dia.
Trem: pegar no centro na Connolly Station ou Tara Station. O ticket custa 19,20 euros return válido para o mês e aproximadamente 15 euros o return válido para o dia.

Mais informações:

Website oficial: http://www.arklow.ie/
Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Arklow
BusEireann: http://www.buseireann.ie/
Trem: http://www.irishrail.ie/

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dublin: Imigração - Parte 2

Na compra de um curso de duração superior a 25 semanas, com carga horária superior a 15h/semana, você tem direito a trabalho, 20h/s (ou Part Time) durante as aulas e 40 h/s (Full time) durante as férias. Na chegada do aeroporto, o oficial de imigração te concede uma permissão de permanência de 1 mês para que você possa dar entrada em todos os processos do visto
PPS
A primeira coisa a ser feita depois que se chega na Irlanda é o PPS (número do Personal Public Service). É um número para te identificar junto ao Department of Social and Family Affairs e serve para que você tenha acesso aos benefícios de empregado, como seguro social e demais serviços públicos.

O processo é simples. Basta levar seu passaporte e a carta da escola no endereço abaixo. A carta da escola serve para comprovar sua condição de estudante e seu endereço. O escritório fica na Pearse St. e é fácil chegar. Basta contornar o Trinity College pelo lado oposto ao da Grafton St.

Após um prazo máximo de 7 dias após comparecer ao Departamento, o estudante recebe em casa uma carta contendo o número do PPS.

Conta no banco
Com o número do PPS em mãos o estudante já pode abrir a conta no banco. Para tal, basta levar ao banco a carta da escola para confirmar a condição de estudante (na conta de estudante não tem tarifas e mais uma série de benefícios), a carta do PPS e o passaporte. O processo varia de banco para banco.

No meu caso, abri a conta no Permanent TSB. O processo demorou um dia, pois o banco ou a agência demandou um dia para cadastramento da conta. Após aberta a conta, depositei o dinheiro (a imigração exige um mínimo de mil euros). No caso do Permanent, no mesmo dia você já pode ir no atendimento ao cliente e solicitar um extrato. O funcionário vai imprimir e bater o carimbo do banco. Você já está com todos os documentos necessários para ir ao escritório da imigração.

Meu cartão e minha senha demoraram 3 dias para chegar.

Imigração
Tendo em mãos o passaporte, a carta da escola, o extrato bancário (por vias das dúvidas, leva tambem um comprovante de endereço, caso o endereço não esteja no extrato), passagem de volta, seguro, basta ir na imigração. O escritório funciona de segunda a quinta até 22h e sexta-feira até as 16h, e fica perto do prédio da Heineken, nas margens do Liffey. Basta pegar a senha no primeiro gruichê e aguardar. No meu caso, a espera demorou quase 4 horas.

Uma vez no guichê, o oficial vai conferir seus documentos e decidir se irá te dar a permanência de estudante, pelo prazo do curso. Normalmente não há problemas. No meu caso não me foi pedido nada além do passaporte, carta da escola e extrato, mas conheco casos em que o oficial pediu para ver passagem e seguro.

Após a entrevista é necessário pagar uma taxa de 150 euros, que pode ser paga via cartão de crédito (aceita todos os cartões, exceto Amex e VisaPlus), ou no banco. No caso do pagamento no banco, o oficial imprime o boleto e você tem uqe voltar lá 7 dias depois para finalizar o processo. Pagando com cartão você já pega sua carteirinha e visto na hora.

O visto consiste em um novo carimbo no seu passaporte e uma carteirinha que não vale como ID, e que se você perder terá que passar por todo o processo novamente e pagar os 150 euros novamente.


Mapa


segunda-feira, 13 de abril de 2009

O que ver DUBLIN: St. Michan's Church

Onde: Church St. - Dublin 8 (perto do Liffey)
Quanto: paguei €2,50 pela tour guiada, mas tive desconto por se tratar de um passeio da escola. Sei que normalmente se cobra para visitar as criptas, mas não sei precisar quanto.
Contato: +353 (0)1 872-4154
Se você gosta de situações inusitadas e passeios mais 'freaks', como as catacumbas de Paris, ou uma capela de ossos no norte da Itália, uma opção bem interessante para quem está em Dublin é visitar St. Michan's Church. Trata-se de uma das igrejas mais antigas da cidade, com uma parte dela datando de 1095. Porém, como sempre acontece ela foi reconstruída depois, em 1686. Pouco sobrou das fundações originais depois disso.
Do lado de fora, a igreja é bem feínha, sem nada demais. Mas dentro ela tem umas coisas interessantes. Uma delas é um órgão antigo (foto), onde acredita-se que Handel compôs Messias. É um órgão não muito grande, mas bem trabalhado. Muito bonito. Do lado de fora, pelo cemitério, é possível ver uma torre antiga muito bonita, infelizmente não consegui encontrar o período aproximado de construção dessa torre, visto que ela é visivelmente mais antiga que o resto do prédio. Dentro da igreja tem também algumas relíquias interessante, mas não é a parte superior dela que faz do lugar tão interessante, mas as fundações. Debaixo da igreja estão as fundações, antigas da época viking ainda, e as criptas.
As criptas
As criptas de st. Michan's tem algumas curiosidades. Nelas estão os caixões dos dois líderes da tentativa de revolução de 1798, Henry and John Sheares. Basicamente os rapazes tentaram reproduzir a revolução francesa na Irlanda, mas não deu muito certo, pois eles fizeram muito barulho antes da ajuda francesa chegar. Eles acabaram estrangulados, estripados e tiveram o corpo cortado em pedacinhos pelo governo inglês, como punição. Na cela deles é possível ver os dois caixões, a máscara, e uma cópia do documento de execução dos rapazes.
Nas criptas também estão uma série de personalidades queridas, e outras nem tanto. Alguns caixões estáo em péssimo estado de conservação, quebrados e com ossos saindo por todos os lados. Se te interessa a idéia de olhar alguns esqueletos de verdade, tenha em mãos uma lanterninha, pois a maior parte dos salões não são usados a muito tempo, estando nas condições que eu descrevi. Aparentemente apenas uma familia ainda usa a cripta para deixar seus mortos.
As múmias
Está aí o ponto alto da visita!
As condições naturais das criptas, como as pedras utilizadas, a temperatura constante e a baixa humidade do ar, permitiram a mumificação de alguns corpos. Descobertas graças a um acidente, que quebrou alguns caixões, a igreja conta hoje com 4 múmias para exibição. Três delas datam de 400 anos, sendo duas freiras e alguém que não se está muito certo de quem é, podendo ser um criminoso, um rebelde, um penitente ou qualquer outra coisa do tipo. A quarta múmia é de um homem com mais de 2m de altura, que participou das cruzadas, 800 anos atrás. Um costume antigo diz que tocar as mãos de alguém que tenha participado das cruzadas dá boa sorte.
A igreja permite que se toque a tal da múmia!!!
O passeio permite que você veja ao vivo uma igreja interessante, criptas de mais de 900 anos, túmulos de rebeldes, pedações de gente (huuuh), e 4 múmias, podendo tocar em uma.
Eu diria que vale a pena, eu recomendaria!!!

sexta-feira, 20 de março de 2009

O que ver DUBLIN: Musica irlandesa em um pub irlandes

Irish Pub Oliver St. John Gogarty
Website

St. Patrick's Day

...para os íntimos, apenas Paddy's day. :)

Trata-se do evento mais esperado da Irlanda. É a festa para o santo padroeiro deles, St. Patrick e acontece apenas uma vez por ano.

Desde a década passada, comemora-se a SEMANA de St. Patrick (St. Patrick's Festival), que começa no dia 12 de Março e vai até dia 17, que é quando acontece o evento principal: a parada. É uma semana bem animada, com eventos familiares, show pela cidade, pubs aberto até mais tarde (apenas no dia 16), essas coisas.

Infelizmente não participei muito dos eventos nos outros dias, apenas no dia 17. O que posso falar sobre ele?

Primeiro que me decepcionei, pois usar algo verde não é tão indispensável quanto pensei. Há sim, muito verde nas ruas mas não tanto quanto pensei. Muitos nem usam.
Quanto ao dia em si, fomos 'abençoados' com um lindo e agradável dia de sol, sem chuvas nem momentos de maior frio. Entenda-se como um dia agradável em Dublin algo que beira os 15 graus celcius (é REALMENTE um dia agradável).

Enfim. A cidade recebeu no dia 17 cerca de 670 mil pessoas, distribuidas entre os 2,5km que a parada percorreu. Resultado: muita gente empilhada. É muito importante chegar mais cedo para conseguir ficar em algum lugar onde seja bom de se observar a parada. Eu mesma, não vi muita coisa (apenas algumas cabeças e o que minha câmera fotográfica me mostrou). O pouco que pude observar, achei ser incrivelmente bem humorado: paródias de filmes, figuras engraçadas, cenas circenses, representações de fauna e flora local, etc. E o mais interessante é que descendentes de irlandeses vem de todas as partes do mundo para desfilar na parada: Estados Unidos, África, Ásia, Austrália, etc...
É realmente um evento muito cosmopolita, onde se pode ver todos os tipos de cultura misturadas, pois vem gente de todos os lugares do mundo para vivenciá-lo. Uma experiência ótima!
E depois do evento chega a hora que boa parte espera: a hora de procurar o pub mais próximo e encher a cara. Aqui na Irlanda é proibido por lei beber álcool nas ruas, o que gerou o único trabalho que a Garda (polícia daqui) teve. Não vi brigas, não vi maiores problemas, apenas os oficiais da Garda derramando as latas de cerveja de todos na rua... hehehe
Mas ao fim da parada quase todos foram para Templo Bar, um bairro antigo e cheio de pubs. O lugar ficou cheio! E teve até uma apresentação de samba de alguns brasileiros na praça central, que deixou os gringos loucos e a caixinha de gorjeta cheia! hehehehe...

sábado, 14 de março de 2009

O que ver DUBLIN: Molly Malone



Onde: início da Grafton St.

Essa é uma musica muito famosa entre os irlandeses: Molly Malone. E uma lenda famosa também, que ganhou até estátua no final da Grafton St., uma das mais importantes do centro da cidade.
Trata-se de uma mulher que supostamente viveu no século 17. Mas não era uma mulher comum, era uma jovem que vendia peixe e que, em uma cidade cheia de mulheres bonitas, (vide=Dublin), era a mais linda entre todas!

Então, o que aconteceu com a pobre Molly Malone? Teve uma vida pobre, sofrida. Morreu de febre tifóide no meio da rua, mas, segundo a lenda (e as más línguas), se não fosse a praga teria morrido de doença venéria pouco tempo depois. Afinal, com um emprego part-time de prostituta ficava difícil evitar esses problemas...

O que os irlandeses fizeram para honrar a morte dessa pobre moça, amada por todos e que, aparentemente fazia a alegria da galera??? FORAM PARA O BAR!!! E assim, de bar em bar a história virou mito que virou música (ou não seria o contrário?), em 1883.

Em 1987 a música virou estátua nas mãos da artista plástica Jeanne Rynhart e foi colocada no início da Grafton St. Também é carinhosamente conhecida por aqui como "The Tart With The Cart," "The Dish With The Fish," e "The Trollop With The Scallops".

In Dublin's fair city,
where the girls are so pretty,
I first set my eyes on sweet Molly Malone,
As she wheeled her wheel-barrow,
Through streets broad and narrow,
Crying, " Cockles and mussels, alive, alive, oh!"

"Alive, alive, oh,
Alive, alive, oh",
Crying "Cockles and mussels, alive, alive, oh".

She was a fishmonger,
And sure 'twas no wonder,
For so were her father and mother before,
And they each wheeled their barrow,
Through streets broad and narrow,
Crying, "Cockles and mussels, alive, alive, oh!"

She died of a fever†,
And no one could save her,
And that was the end of sweet Molly Malone.
Now her ghost wheels her barrow,
Through streets broad and narrow,
Crying, "Cockles and mussels, alive, alive, oh!