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Arte Irlandesa
Basicamente todo o primeiro andar da Galeria é dedicado a Arte dita irlandesa. Devida a forte ligação que a Irlanda possía com o Reino Unido, a parte dedicada a arte irlandesa apresenta trabalho tanto de artistas irlandeses que foram para a Inglaterra, quanto trabalhos de artistas ingleses que vieram para a Irlanda. O acervo está dividido em séculos e ao caminhar pela galeria é possível perceber a mudança gradual de estilos artísticos.
Século 18
Os primeiros trabalhos artisticos foram retratos. Podem ser citados como exemplos de importantes retratistas deste período James Lathan (1696-1747) e George Barrett (1728-84). Porém a partir de então a arte irlandesa desenvolveu-se de maneira similar a inglesa.
Uma das obras mais importantes deste período é 'The Conjurer' (1775)., de Nathaniel Hone the Elder. Trata-se de uma obra controversa, com um audacioso ataque contra Joshua Reymonds. Reymonds era o presidente da Royal Academy e acreditava na importancia de copiar os antigos mestres da pintura. Está implícito na pintura que Hone considera essa prática plágio.Século 19
O século 19 foi marcado pela criação na Irlanda da Royal Hibernian Academy, em 1823, que seguia os mesmos princípios da Royal Academy, em Londres. Isso marcou o período, pois descentralizou a Arte do período e a trouxe para a Irlanda. Outro fato importante foi a mudança da sede do parlamento de Dublin para Westminster, em Londres. A mudanção levou políticos, tradicionais patronos, e consequentemente, muitos artistas para a Inglaterra. Enquanto no século 18 a influência era basicamente inglesa, no século 19 os artistas passaram a buscar outros estímulos em
lugares como a França (Barbizon) e, posteriormente, impressionismo e pós-impressionismo. Um tema recorrente na pintura do período era o dia-a-dia e, a medida que se percorre a galeria percebe-se a inclusão gradual de elementos presentes do impressionismo.(Ao lado: Helen Mabel Trevor, The fisherman's mother)
Yeats Museum
Jack B. Yeats
Yeats nasceu em Londres em 1871. Passou a infância com avós maternos em Sligo (Irlanda). Em 1910 mudou-se permanentemente para Greystones (Co. Wicklow, Irlanda). Na década de 1910 os temas mais recorrentes em suas pinturas eram cenas do dia-a-dia irlandês, porém na década seguinte a maior preocupação era explorar cores e desenvolver um estilo mais livre. Yeats também desenvolveu atividade literária.
Exemplos de obras presentes na galeria:


This grand conversation was under the Rose (1943)
Print Gallery
From Raphael to Rossetti
A galeria conta com desenhos e estudos de diversos artistas, principalmente
pertencentes as escolas italiana e holandesa. Podem ser encontrados trabalhos de Lorenzo de Credi, Jacopo Bassamo il Vecchio, Raphael, Primaticcio, Guyp, entre outros.Dentro da galeria está a mais recente aquisição do museu: trabalhos de ilustração de Harry Clarke para contros de fadas de Hans Christian Andersen. Trata-se de um trabalho com riqueza de informações, detalhes e cores, traço curvilínio. Geralmente, cada ilustração levou sete dias para finalização, após um rascunho inicial. Os trabalhos foram iniciados em 1913 e completos em 1915.
Arte Europeia
O último andar da galeria é dedicado a arte européia, principalmente com galerias específicas para as escolas italiana, holandesa e espanhola. Porém, também é possível ver obras de artistas alemães, franceses, entre outros. A exposição é dividida em nacionalidades e estilos/séculos.
Arte Holandesa
É possível ver trabalhos de Jan Brueghel II, Peter Paul Rubens, Anthony van Dyck. Temas recorrentes de obras mostradas na Galeria são natureza morta, paisagens e retratos.
Arte ItalianaTrata-se da exposição mais popular da Galeria. Tem início com o período pré-renascentista em Florença, com obras de Pseudo Dalmasio (1360) e Giovanni di Paolo di Grazia (ao lado, Crucifixion), passando pelo Humanismo, Renascentismo, Maneirismo, Neo-classicismo, Barroco e Rococó . A exposição é organizada por séculos e é possível perceber o desenvolvimento de técnicas como o uso da perspectiva e luz/sombra. Nesta galeria são encontradas obras de alguns dos artistas mais famosos da história da arte mundial, como por exemplo Zanobi Strozzi, Fra Angelico, Michelangelo, Raphael, Tintoretto, Lavinia Fontana, Sassoferrato, etntre outros.
Ao final há um salão especialmente dedicado a Caravaggio e seus seguidores. Um dos quadros de maior destaque do salão é 'The taking of Christ' (1602), abaixo.

Arte Espanhola
É possível ver obras de El Greco, Diego Velazquez da Silva, Pablo Picasso, entre outros.
Conclusão
National Gallery of Ireland possui um rico acervo de arte Irlandesa. Apesar de as galerias com artistas de outras partes da europa, sobretudo Itália, serem muito populares, os salões dedicados a arte irlandesa merecem uma atencão a parte, pois apresenta artistas desconhecidos do público brasileiro. Trata-se de um enriquecimento no repertório visual. A arte irlandesa é, de um modo geral, muito influenciada pelo restante da Europa, sobretudo Inglaterra e França, possui trabalhos muito interessantes e ricos.
A National Gallery é, de um modo geral, uma boa oportunidade de conhecer artistas e vislumbrar obras menos famosas de artistas consagrados. A sensação de visualizar essas obras ao vivo é impressionante, podendo-se perceber o uso das cores e as pinceladas. Informações claras e originais e não traduzidas para outras mídias, como fotografia ou filmagens.






...para os íntimos, apenas
ótima!
